O argumento econômico na análise judicial
Palabras clave:
economia, argumento econômico, decisão jurídica, políticas públicas, dialética, neo-hermenêuticaResumen
A presente exposição propõe-se a levantar algumas reflexões sobre a influência do argumento econômico na análise das demandas judiciais, sua repercussão no raciocínio jurídico, na revisão de políticas públicas, mediante o necessário entrelaçamento da Economia no Direito. Vê-se, pois, a opção epistemológica delineada no presente trabalho para analisar a influência daquele sobre esse, justamente para abordar a questão sob uma análise macro do fenômeno, mas com o viés jurídico da interpretação – sem qualquer menoscabo à magnitude da Economia na realização do Direito. O artigo busca escalonar as diferentes discussões erigidas nas palestras do Curso de Direito Constitucional “Limites e Possibilidades da Atividade Jurisdicional no Constitucionalismo Brasileiro”, ocorrido na Escola de Magistrados do TRF da 3ª Região, em maio de 2013, conferindo-se ênfase ao argumento econômico em juízo, situando a questão no seio da interpretação constitucional. O ensaio procura, assim, exprimir as maiores preocupações apontadas pela simbiose fática econômica entre os institutos jurídicos e sua aplicação na sociedade de mercado; a necessidade de sua compreensão em um contexto macro social; apontar daí a repercussão do resultado dessa simbiose muitas vezes necessária entre Direito e Economia para o fim de aferir a funcionalidade do sistema frente às diretrizes constitucionais do Estado Democrático de Direito.
Citas
BARROSO, Luis Roberto (Org.). A nova interpretação constitucional: ponderação, direitos fundamentais e relações privadas. Rio de Janeiro:
Renovar, 2003.
BAUMAN, Zygmunt; MAY, Tim. Capitalismo parasitário: e outros temas contemportâneos. Trad. Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.
BLEICHER, Josef. Hermenêutica contemporânea. Trad. Maria G. Segurado. Lisboa: Edições 70.
CARVALHO, Ana Carolina Lopes de. O controle judicial das decisões do CADE. In: GICO JUNIOR, Ivo Teixeira (Coord.); BORGES, Antônio de Moura (Coord.). Intervenção do Estado no domínio econômico: temas atuais. São Paulo: Lex, 2006.
FERRAZ JR., Tercio Sampaio. Apresentação. In: BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Trad. Maria Celeste Cordeiro Leite dos
Santos. Brasília: Universidade de Brasília, 1989.
FIGUEROA, Alfonso García. A teoria do direito em tempos de constitucionalismo. Revista Brasileira de Estudos Constitucionais – RBEC.
Belo Horizonte: Fórum, n. p. 77-102, out./dez. 2007.
GADAMER, Hans-Georg. Verdade e método. 7. ed. Trad. Flávio Meurer. Petrópolis: Vozes, Bragança Paulista: EDUSF, 2005.
GONZALES, Douglas Camarinha. Competência legislativa dos entes federados; conflitos e interpretação constitucional. Dissertação de
Mestrado apresentada ao Departamento de Estado da FADUSP, 2001.
HEINEMANN FILHO, André Nicolau. A atuação do juiz na interpretação e integração dos contratos. Revista de Direito Privado, São Paulo, v. 10, n. 37, p. 9-26, jan./mar. 2009.
MONTESQUIEU, Charles-Louis de Secondat, Baron de. O espírito das leis: as formas de governo, federação, a divisão dos poderes, presidencialismo versus parlamentarismo. 6. ed. Trad. Pedro Vieira Mota. São Paulo: Saraiva, 1999.
MONTORO FILHO, André Franco; MOSCOGLIATO, Marcelo; PILAGALLO, Oscar. Direito e economia. Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial. São Paulo: Saraiva, 2008, p. xiii.
SADEK, Maria Tereza. Repercussão das decisões judiciais na economia. In: O desenvolvimento em tempos de crise: aspectos jurídicos, econômicos e sociais. Rio de Janeiro: COPEDEM, 2009.
SALAMA, Bruno Meyerhof. O que é pesquisa em direito e economia: estudo n. 22. Cadernos Direito GV, São Paulo, v. 2, n. 5, p. 5-58, mar. 2008.
SOUZA, Artur César de. Análise econômica das decisões judiciais. STF ADIn 4/DF e ADIn 2.591/DF. Revista de Processo, São Paulo, v. 34, n. 176,
p. 283-306, out. 2009.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Al someter el texto académico a la Revista del Tribunal Regional Federal de la 3ª Región (Revista do Tribunal Regional Federal da 3ª Região), los autores declaran ser titulares de los derechos de autor, respondiendo exclusivamente por cualesquiera reclamaciones relacionadas con dichos derechos; así como garantizan la inexistencia de cualquier infracción a la ética académica.
Los autores mantienen los derechos de autor y conceden a la Revista del Tribunal Regional Federal de la 3ª Región el derecho de publicación, sin gravamen y sin limitaciones en cuanto al plazo, al territorio o a cualquier otra.
Los conceptos y las opiniones expresadas en los trabajos firmados son de responsabilidad exclusiva de sus autores, no reflejando, necesariamente, el posicionamiento de esta Revista, ni del Tribunal Regional Federal de la 3ª Región.





