El ocaso de la causalidad en el análisis de riesgo
la correlación algorítmica como nueva gramática de las decisiones en las relaciones laborales
DOI:
https://doi.org/10.65674/rev-trf3.v37i163.775Palabras clave:
causalidad, correlación algorítmica, discriminación laboral, inteligencia artificial, protección de datosResumen
La investigación indaga sobre el potencial discriminatorio derivado del uso de la correlación algorítmica en las fases de selección, contratación y gestión de la relación laboral. El objetivo consiste en verificar, primeramente, si el uso de la correlación en la toma de decisiones en dichas relaciones, especialmente por algoritmos, impacta en la tutela protectora del trabajador contra la discriminación; además, se pretende delimitar qué datos podrían ser tratados legítimamente mediante correlación. El estudio adopta un enfoque metodológico cualitativo, valiéndose del método hipotético-deductivo y del análisis bibliográfico y legislativo. El trabajo concluye que, en Brasil, existe una laguna normativa sobre el uso de inteligencia artificial en estos procesos. De este modo, la ausencia de un marco regulatorio robusto pone en riesgo el derecho individual de los sujetos impactados, en especial en el entorno laboral y, sobre todo, de aquellos pertenecientes a grupos históricamente vulnerabilizados. Así, se propone la prohibición de la aplicación de la correlación algorítmica a criterios protegidos, salvo si el tratamiento diferencial configura una acción afirmativa tendiente a reducir desigualdades históricas relativas a grupos desfavorecidos.
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