Análisis jurídico de la Ley Complementaria n.º 214/2025
papel de los instrumentos fiscales verdes para una transición sostenible
DOI:
https://doi.org/10.65674/rev-trf3.v36i162.744Palabras clave:
reforma tributaria, medio ambiente, tributación verde, impuesto selectivo, extrafiscalidad, desarrollo sostenibleResumen
El estudio analiza la articulación entre el derecho constitucional a un medio ambiente y los mecanismos fiscales introducidos por la reciente reforma tributaria brasileña. La Constitución de 1988 reconoce el medio ambiente equilibrado como un derecho fundamental y vincula su protección a la dignidad de la persona humana, atribuyendo responsabilidades al Estado y a la colectividad. Por su parte, la Enmienda Constitucional n.º 132/2023 y la Ley Complementaria n.º 214/2025 inauguran una nueva perspectiva al incorporar instrumentos fiscales orientados a la sostenibilidad. De este modo, este trabajo busca comprender cómo la reforma puede influir en la protección ambiental y la transición hacia un modelo económico sostenible. Para tal fin, emplea un enfoque cualitativo, con análisis bibliográfico y documental de fuentes legales, con el objetivo de cartografiar, de forma pormenorizada, los cambios estructurales con interfaz ambiental, identificar instrumentos tributarios verdes, analizar los sectores económicos más impactados y evaluar las implicaciones ambientales resultantes. Los resultados indican que el impuesto selectivo posee un potencial especial para desincentivar prácticas contaminantes y fomentar patrones de consumo más sostenibles, aunque su eficacia dependa de una reglamentación rigurosa. Se verifica que sectores como la energía, el transporte y la industria extractiva tienden a ser los más afectados, con impactos relevantes en la reducción de emisiones de contaminantes y la adopción de tecnologías limpias. Por lo tanto, la reforma tributaria, al alinear la recaudación y la sostenibilidad, puede contribuir a la construcción de una economía de bajo carbono, siempre y cuando los instrumentos sean aplicados con coherencia normativa y atención a las especificidades sectoriales.
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