Para além do dispositivo e da tríplice identidade

os novos limites da coisa julgada e a impossibilidade de novo pleito com base nos mesmos fundamentos já conhecidos e apreciados

Autores

  • Tiago Bitencourt De David PUC/RS

Palavras-chave:

coisa julgada, limites, tríplice identidade, fundamentos já apreciados, NCPC

Resumo

O presente ensaio tem por escopo abordar os limites objetivos da coisa julgada, mostrando como a segurança jurídica impõe que se extrapole a imutabilidade também a determinados aspectos da fundamentação, sob pena da mera modificação do pedido em uma segunda demanda revelar-se hábil a fraudar o resultado do processo anterior. Assim, busca traçar-se delimitação que promova, na prática, o respeito aos princípios do acesso à justiça, contraditório, ampla defesa e fundamentação das decisões judiciais, sem que haja burla ao já assentado em julgamento anterior, respeitando-se a coisa julgada material e repudiando-se a tentativa de fraudá-la. Para tanto, principia-se pela demonstração da insuficiência do critério da tríplice identidade, perpassam-se contribuições doutrinárias e jurisprudenciais e desemboca-se na análise do novo e promissor regime jurídico dado ao tema dos limites objetivos da coisa julgada no Novo Código de Processo
Civil (NCPC).

Biografia do Autor

Tiago Bitencourt De David, PUC/RS

Juiz Federal substituto da 3ª Região. Mestre em Direito (PUC-RS). Especialista em Direito Processual Civil (UNIRITTER). Pós-graduado em Direito Civil pela Universidad de Castilla-La Mancha(UCLM,Toledo/Espanha).

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Publicado

10-06-2016

Como Citar

De David, T. B. (2016). Para além do dispositivo e da tríplice identidade: os novos limites da coisa julgada e a impossibilidade de novo pleito com base nos mesmos fundamentos já conhecidos e apreciados. Revista Do Tribunal Regional Federal Da 3ª Região, 27(129), 89–96. Recuperado de https://revista.trf3.jus.br/index.php/rtrf3/article/view/444

Edição

Seção

Artigos