Acesso à Justiça, mediação e interfaces digitais
DOI:
https://doi.org/10.65674/rev-trf3.v37i163.748Palavras-chave:
acesso à justiça, resolução de conflitos, mediação jurídica, mediação tecnológica, interfaces digitaisResumo
Este artigo analisa o uso de interfaces digitais na mediação jurídica. O objetivo é avaliar as potencialidades e os limites da tecnologia na solução de conflitos, considerando a comodidade que essas ferramentas oferecem em termos de redução de tempo e custos. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa e exploratória, mediante revisão bibliográfica e análise documental do tema. A pesquisa aborda brevemente a evolução histórica do acesso à justiça no Brasil, o surgimento da mediação como método alternativo de resolução de conflitos e a ascensão das interfaces digitais, desde os primeiros computadores até os dispositivos atuais. Conclui-se que, além de proporcionar a interação entre humanos e máquinas, as interfaces digitais ultrapassam a mera função de ferramentas instrumentais de comunicação, estabelecendo condições que moldam a percepção dos usuários sobre si mesmos e o mundo, produzindo sentidos que afetam os processos de comunicação. Por isso, é fundamental reconhecer os limites e as potencialidades desse cenário para a dinâmica da mediação jurídica, a fim de que a incorporação de interfaces digitais seja conduzida com cautela e critérios bem direcionados para a garantia da ampliação do acesso à justiça de forma inclusiva, democrática e sensível às complexidades humanas.
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